Tudo que você precisa em materiais para construção
0 itens

Seu carrinho de compras está vazio

Varejo da construção deve oferecer produtos e soluções

09 DE OUTUBRO DE 2015

Novo modelo de venda não envolve apenas a entrega do material, mas a oferta de serviços acoplados a ele, e que facilitem a vida do consumidor.

Como o varejo da construção civil deve se preparar para atrair um consumidor cada vez mais cético e disposto a não gastar? Foi essa a pergunta que a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas) procuram responder em um workshop que tem percorrido as principais cidades brasileiras, em parceria com as Acomacs, que são as associações regionais de comerciantes de material de construção. O objetivo é orientar o lojista a capacitar e a investir no atendimento e na conquista do cliente.

Em uma loja de varejo, é preciso saber trabalhar desde a emoção do cliente até a forma como o material será entregue na casa do consumidor. “O empresário tem que viver a loja e ouvir o cliente. Um dos segredos é provocar a emoção, para motivá-lo a comprar. O consumidor não compra a tinta apenas para pintar a parede. Ele quer deixar a casa dele bonita, e muitas vezes mais bonita que a do vizinho”, diz Mauro Tadeu Florio, diretor de comunicação da Anamaco.
 
Já Paulo Henrique Bueno Tavares, consultor de projetos do Sebrae-SP, cita que existem uma série de processos que precisam ser bem avaliados, mesmo em uma loja de bairro. “O empresário precisa acompanhar desde a encomenda até a chegada do material, passando pela armazenagem no estoque, a expedição correta depois da venda, o carregamento e o transporte até o cliente. Nestes processos sempre existem pontos de desperdício, e é preciso estancá-los”, afirma.
 
Inovar no formato da venda também é relevante, citam os especialistas. Segundo Adriano Augusto Campos, consultor de Inovação do Sebrae-SP, hoje não basta apenas ter o produto na prateleira, é preciso oferecer soluções para o cliente. “Em vez de ofertar apenas materiais de construção isoladamente, com suas funcionalidades conhecidas, o varejista pode oferecer pacotes que ajudem a dar qualidade à obra. Por exemplo, em vez do tijolo, que tal um conjunto completo para erguer a parede? Em vez da telha, que tal o telhado já instalado, e com isolamento térmico. O importante é que os produtos sempre tragam conveniência, customização e agilidade para os consumidores”, afirma.
 
 
Menos custo, mais tecnologia
 
Segundo levantamento do Sebrae, as revendas que adotam esses procedimentos têm conseguido aumento de faturamento. O comprador – apontam estudos – procura sempre a diminuição do custo total da obra, mas quer também os melhores componentes e tecnologias disponíveis. Assim empresas devem introduzir melhorias que as diferenciem da concorrência perante seus clientes, tais como:
 
– Entrega agregada de produtos e serviços no prazo (agilidade)
 
– Entrega de produtos pré-fabricados que contribuam para a industrialização da obra
 
– Economia pela redução de estoques e redução da mão de obra
 
– Produtos e soluções sustentáveis que, por exemplo, diminuam a geração de resíduos na obra
 
– Customização conforme exigências do cliente, de acordo com as especificações do projeto
 
– Conveniência e comodidade na compra de produtos e serviços
 
– Treinamento constante de equipes de venda e atendimento
 
Adriano Augusto Campos destaca ainda que a inovação no comércio varejista não significa, necessariamente, introduzir novidades, mas melhorar algo que já existe. Para isso, lembra, a empresa precisa se preocupar com os seguintes aspectos:
 
– Analisar a concorrência
 
– Estar sempre atenta a novos produtos e serviços
 
– Aproximar-se da cadeia produtiva que compõe seu mercado (fabricantes, clientes, universidades, outras empresas parceiras)
 
– Conhecer bem e manter um bom relacionamento com os clientes
 
– Avaliar o impacto das mudanças e corrigir os problemas quando as ideias não forem realizáveis.
 
 
 
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330 

Índices de confiança do consumidor e da construção sobem pela 1ª vez no ano

27 DE ABRIL DE 2015

Segundo especialistas da FGV, no entanto, altas não devem ser comemoradas, pois são insuficientes para caracterizar uma mudança de tendência.

A confiança do consumidor avançou 3,3% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) fechou o mês em 85,6 pontos, na primeira alta registrada este ano. De janeiro a março de 2015, o indicador acumulou perda de 13,8% e atingiu três recordes negativos seguidos.

"A primeira alta do ICC no ano é uma boa notícia, mas insuficiente para se caracterizar como uma mudança de tendência", avaliou o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo, em nota oficial. "A confiança do consumidor continua em nível extremamente baixo em termos históricos", acrescentou.

O ICC, calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200 maior o nível de confiança do consumidor), está desde novembro do ano passado abaixo dos 100 pontos, zona considerada desfavorável.

O resultado de abril foi influenciado tanto pela avaliação sobre o momento atual quanto pela percepção em relação ao futuro. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 3,3%, ao passar de 77,7 pontos para 80,3 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,7%, de 85,8 pontos para 88,1 pontos. Segundo a FGV, o levantamento abrange amostra de mais de 2,1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 01 e 22 deste mês.

Construção - No caso da construção o movimento foi semelhante. O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 0,8% entre março e abril, alcançando 76,8 pontos, ainda conforme dados da FGV. O resultado é o primeiro positivo depois de quatro quedas consecutivas. Somente nos três primeiros meses de 2015, o índice havia recuado 20,1%, chegando ao menor patamar da série histórica iniciada em julho de 2010.

Em nota, a coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo, argumenta que a "pequena melhora no mês" ainda não pode ser comemorada. "Os indicadores correntes da atividade seguiram em declínio nos primeiros meses do ano. As demissões continuam elevadas em todos os segmentos da construção, com o estoque de trabalhadores em março retrocedendo ao patamar de junho de 2011", afirma Ana Maria.

Em abril, a alta do ICST ocorreu predominantemente nos segmentos ligados às obras de infraestrutura: em Obras de Infraestrutura para Energia Elétrica e Telecomunicações, o indicador variou +7,5% em relação a março; em Obras Viárias, +6,1% e em Obras Especiais, +3,3%.

(Com Estadão Conteúdo)

Vendas de materiais de construção voltam a crescer em março, diz Abramat

09 DE ABRIL DE 2015

Índice registrou avanço de 3,2% em relação ao mês anterior. Já na comparação com março de 2014, houve queda de 5,4%.

As vendas de materiais de construção cresceram 3,2% em março em relação ao mês anterior. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 5,4%. Os dados foram divulgados na quarta-feira (8) pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

O resultado acumulado no primeiro trimestre desse ano apresenta recuo de 8,8% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses houve queda de 7,7%.

Para o presidente da Abramat, Walter Cover, "as vendas nesse primeiro trimestre continuam baixas refletindo, principalmente, a forte queda na atividade das construtoras, tanto no segmento imobiliário como nas obras de infraestrutura. O segmento do varejo continua positivo, mas não o suficiente para neutralizar a perda de vendas em outros segmentos".

A previsão de crescimento da indústria para 2015 será reavaliada pela entidade a partir do resultado de abril.

Portal PINIweb

'